Tudo o que é visível ao olhar teve um princípio… Teve um
começo… Teve uma origem. E consequentemente terá um fim… Tudo menos o Tempo que
no seu movimento perpétuo não se move mas sonha… Tudo menos o vazio que é
espaço invisível para os olhos pois a sua essência é o nada, mas o nada é
matéria potencial (é sonho)… E se o Tempo se mover então o nada, o vazio
passará a ser alguma coisa.
A Ontogénese da Língua Portuguesa teve uma origem embrionária
que repete a Filogénese da Fala humana. O estudo da Língua é essencial para que
nós possamos compreender a nossa essência, para compreendermos aquilo que somos
hoje. E a poesia poderá ser o veículo para despertar em alguns espíritos mais
curiosos esse gosto pela modelagem da palavra, para que um dia possam
contribuir esses jovens para o enriquecimento do nosso léxico e património
linguístico.
A poesia também pode ser terapêutica. Terapêutica para quem a
ouve… Mas infelizmente e em alguns casos desestruturante para quem a escreve. A
poesia é como um poderoso fármaco. Nas quantidades certas e quando adequada à
maleita, cura. Mas em demasia e com o diagnóstico errado pode provocar danos
irreversíveis e muitas vezes provocar a morte pela intoxicação da alma.
Por isso antes de leres este «Poemário» (semelhante a um
«herbanário»), deverás de te conhecer a ti mesmo. Consulta um especialista antes
de começares a ler. E acima de tudo, nunca, mas nunca leias para te
auto-medicares. Mas sim pelo gosto que tens à leitura e pelo simples prazer de
ler…