sábado, 31 de janeiro de 2015

A CRIANÇA MILENAR


Viverei mais uma vez?
Outros sete mil anos?
De encontros e desencontros
Desesperado
Quase sempre apaixonado
Outras tantas vezes mortificado
Pela culpa acossado
De ser Céu e ser inferno
Nesta terra abandonado
Mas sereno…
E nesse mesmo instante
Na brevidade do mesmo dia
Vem a noite
Vem o céu
Vêm as estrelas
Vem
Vem a noite
Vem o dia
Vem o amor

E mais ninguém…

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