sábado, 31 de janeiro de 2015

FADOS


O meu fadário
Enfadado
Enfadonho
Farto
Distorcido
Incompreendido
Perdido
Nas cordas de uma guitarra
Acompanhado com vinho tinto
O meu fadário
Que pinto
Num poema sem fim…
Que fala de mim e de ti
P’lo mesmo copo vazio
Onde escorre esse desejo
De ser água
De ser rio…
Correndo para o mar profundo
Para ser árvore
E jardim…
Num mundo que é azul e esverdeado
Onde vives tu
Sonhando

Enfim…

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