A água que
escorre pela face
Desse homem
martirizado
A água desse
desejado
Encontrou
hoje o seu destino
Ser vida e
ser sangue
Por essa luz
trespassado
O corpo do
crucificado
Deus na
terra
Deus menino
Encarnado
Sozinho
Num corpo
descarnado
Desfigurado
Que verteu
água…
Por uma
lança perfurante
Não era sangue
Não era
vinho
Água somente
De um Deus
menino…
Num outro
mundo
Em desatino
Morre na
esperança
De um amanhã
Um Deus
criança
Um Deus
verbal
Um Deus
Santificado
Deus
(I)mortal…
Doce vida de
encantos
Nesses
momentos felizes
Encontro as
minhas raízes
Nesse meu
mar de esperanças
Onde revolto
me encosto
Na barca do
meu desgosto
Balançando
nessas temperanças…
Nessas águas
de lembranças
De um mar de
Agosto deposto
Em que fui
barco
Em que fui
rosto
De um Deus
zangado
Que se
arrimou
A um mar
salgado
Que por ele
chorou…
Lágrimas de
SAL
Num grande
pranto
Enchendo o
mar
Que se fez
morto
Mar Morto
final
Num qualquer
dia
Do mês de Agosto
Berço final…
E recomeço…
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