De Marte
veio o medo e depois o terror
Que a guerra
sangrenta semeou neste inferno
Desse
guerreiro mortifico, demo eterno
Que a Deus
julgou ser ele próprio senhor
A dor funda
espalhou por toda a Gaia esquecida
Que julgava
tranquila viver nessa paz ideal
Assomando-se
o perigo essa demoníaca armadilha
Que assombra
hoje este adormecido Portugal
Julgava-mos
tranquilas estas águas amenas
Por onde
navegámos à séculos distantes
Descobrindo
costumes e gentes semblantes
Que se
crispavam face ás descobertas terrenas
E assim
desperta o nosso desejo jucundo
De espalhar por
esse inteiro mundo
A semente
frutífera
Dos nossos
avós
Pois neste
mundo e inferno estamos nós
Descobrimos
hoje e mais uma vez na terra
Que quando
dormimos
É feita a
guerra
E do sonho
se desperta
Quando
acordamos para o mundo
Pois nesta
fera
Não estamos
sós…
08/03/2013
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