sábado, 31 de janeiro de 2015

A MARTE


De Marte veio o medo e depois o terror
Que a guerra sangrenta semeou neste inferno
Desse guerreiro mortifico, demo eterno
Que a Deus julgou ser ele próprio senhor

A dor funda espalhou por toda a Gaia esquecida
Que julgava tranquila viver nessa paz ideal
Assomando-se o perigo essa demoníaca armadilha
Que assombra hoje este adormecido Portugal

Julgava-mos tranquilas estas águas amenas
Por onde navegámos à séculos distantes
Descobrindo costumes e gentes semblantes
Que se crispavam face ás descobertas terrenas

E assim desperta o nosso desejo jucundo
De espalhar por esse inteiro mundo
A semente frutífera
Dos nossos avós

Pois neste mundo e inferno estamos nós
Descobrimos hoje e mais uma vez na terra
Que quando dormimos
É feita a guerra

E do sonho se desperta
Quando acordamos para o mundo
Pois nesta fera
Não estamos sós…


08/03/2013

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