sábado, 31 de janeiro de 2015

INTRODUÇÃO





Tudo o que é visível ao olhar teve um princípio… Teve um começo… Teve uma origem. E consequentemente terá um fim… Tudo menos o Tempo que no seu movimento perpétuo não se move mas sonha… Tudo menos o vazio que é espaço invisível para os olhos pois a sua essência é o nada, mas o nada é matéria potencial (é sonho)… E se o Tempo se mover então o nada, o vazio passará a ser alguma coisa.

A Ontogénese da Língua Portuguesa teve uma origem embrionária que repete a Filogénese da Fala humana. O estudo da Língua é essencial para que nós possamos compreender a nossa essência, para compreendermos aquilo que somos hoje. E a poesia poderá ser o veículo para despertar em alguns espíritos mais curiosos esse gosto pela modelagem da palavra, para que um dia possam contribuir esses jovens para o enriquecimento do nosso léxico e património linguístico.

A poesia também pode ser terapêutica. Terapêutica para quem a ouve… Mas infelizmente e em alguns casos desestruturante para quem a escreve. A poesia é como um poderoso fármaco. Nas quantidades certas e quando adequada à maleita, cura. Mas em demasia e com o diagnóstico errado pode provocar danos irreversíveis e muitas vezes provocar a morte pela intoxicação da alma.
  

Por isso antes de leres este «Poemário» (semelhante a um «herbanário»), deverás de te conhecer a ti mesmo. Consulta um especialista antes de começares a ler. E acima de tudo, nunca, mas nunca leias para te auto-medicares. Mas sim pelo gosto que tens à leitura e pelo simples prazer de ler…

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